Postado por: Marcela
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
O importante não é dar primeiro, é dar gostosinho
Postado por: Marcela
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Que é um jornal?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Moeda também é dinheiro
Da mesma maneira que dividiram o dia em horas, as horas em minutos, os minutos em segundos, e dái por diante; da mesma forma que subdividiram o país e os estados; do mesmo jeito que nos colocam num departamento exclusivo de roupas infantis de um bichinho de um desenho dentro de uma loja; da mesma maneira que os físicos pegaram a esfera maciça e "indivísivel" e picaram em mais um número incontável (e inexplicável) de pedacinhos; da mesma maneira que a nossas mães viram mil (mas continuam sendo uma só, como eles insitem em repetir); do mesmo jeito que dividem a gramática, as religiões, as nuances de uma cor e praticamente tudo mais, o dinheiro também tem subdivisões. Mas esqueceram de avisar pra muita gente.
Eis que estávamos eu e duas colegas em um supermercado comprando um lanche para umas 15 pessoas. É claro que o dinheiro era proveniente de uma vaquinha, e uma vaquinha de fim de mês, o que significa que era uma vaquinha bem magra e sofrida. Mas lá estava ela. Em moedas, para ser mais exata. De 10, 25, 5, algumas de um real e, inacreditavelmente, algumas de 1 centavo. Todas reunidas em uma caixinha resultavam em dinheiro, do mesmo que todo mundo ali tinha.
O primeiro olhar mal encarado veio da moça que fica pesando as frutas, quando paramos do lado dela para contar as moedinhas. O segundo foi do moço do frigorífico, quando fomos lá trocar as bandejas de presunto por algumas que estivessem mais baratas, logo após constatar que a vaquinha era mesmo magra.
Sempre me incomodou essa história de olhar torto pra moeda, porque, uma vez que vivemos num regime capitalista onde o valor das coisas é traduzido em dinheiro, temos que aceitar também as moedas. Mas tem gente que tem vergonha de andar com moedinha! Vergonha tem que ter é quem anda com dólar na cueca.
Continuando nossas compras, chegamos no caixa felizes e realizadas por termos conseguido comprar as coisas, depois de rebolar e fazer várias substituições. A caixa olhou incrédula para a nossa caixinha, mas contou as moedas sem dizer nada. Já a mulher que estava atrás de nós na fila soltou um longo suspiro de impaciência diante da cena, o que atraiu a atenção do restante da fila, que espichou o pescoço para ver a caixa contando as moedas. E a mulher estava comprando um maço de cigarro, tá? Eu é que devia estar impaciente com ela, sabendo quanto dinheiro público (por consequência, meu dinheiro também) é gasto na saúde para tratar de pessoas que fumam.
Mas ao invés de dizer isso para ela, nós só rimos, brincamos que tínhamos assaltado o cestinho da igreja e acrescentamos uma verdade incontestável: a gente, moeda também é dinheiro.

Postado por: Marcela
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Tudo se Ilumina
Mas existem muitos jeitos de contar uma história triste, e embora seja impossível fazê-la feliz, é perfeitamente possível fazê-la boa. Mesmo com toda dor, ela pode iluminar.
O que mais me intrigava em "Tudo se Ilumina" é que eu nunca encontrava uma opinião sobre o livro que não incluísse trechos. As pessoas falavam, tentavam descrever a história e os efeitos nelas causados pela história, mas sempre acabavam reproduzindo algum pedaço do livro.
Hoje eu entendo perfeitamente a incapacidade de falar dessa obra sem deixá-la falar por si mesma também. Descrevendo de maneira muito superficial: O autor, Jonathan Safran Foer, viajou para a Ucrânia com a intenção de encontrar a mulher que salvou seu avô (um judeu) dos nazistas. Ele só sabia da existência dela por uma fotografia. Jonathan não a encontrou, então resolveu inventar uma história. Assim, é um livro de ficção, mas tão cheio de realidade e verdade que chega a ser incômodo.
Esse foi o primeiro trecho pelo qual eu me apaixonei, na primeira vez que ouvi falar do livro:
- Sammy Davis, Junior, Junior vai pular para fora.
- Quem?
- A cadela. O nome dela é Sammy Davis, Junior, Junior.
- Isto é uma piada?
- Não, ela verdadeiramente partirá do carro.
- Estou falando do nome dele.
- O nome dela - retifiquei-o, pois sou de primeira categoria em pronomes. (...)
- Por favor, podemos abaixar a janela? - disse o herói. - Não aguento mais esse cheiro.
Ao ouvir isso, me rendi à humildade e disse: - É só Sammy Davis, Junior, Junior. Ela produz peidos terríveis aqui dentro, porque o carro não tem amortecedores nem longarinas mas vai pular para fora se abaixarmos a janela. E precisamos dela, que é cadela-guia do nosso motorista cego, que também é o meu avô. O que você não compreende?"
Postado por: Marcela
sábado, 24 de julho de 2010
Felômenal !
Quem nunca ouviu essa palavra soar da boca de Giovani Improta em Senhora do Destino ? Se não ouviu dele com cereteza alguém conhecido disse isso pra você . E isso tudo porquê ? Por que a palavra, mesmo que errada virou um bordão .
Aaah, os bordões ! Geralmente eles surgem na novelas, seriados , programas e até mesmo propagandas de TV , e pronto , já estão na boca do povo. Quem nunca se atreveu a soltar um , nem que fosse sem querer ? Eles grudam na nossa cabeça, não saem da memória e se tornam corriqueiros no dia-a-dia . E se um bordão ficar muito velho ? Não tem problema ! Arrajamos outros e outros .
São tão divertidos ! E além disso, quando surgem, parecem encaixar perfeitamente em toda frase que você que dizer . Impressionante !
Por isso, escolhi alguns que fizeram/fazem parte do meu vocabulário, e tenho certeza que você conhece :
“ARE BABA !” ( Caminho das índias)
“Não contavam com minha astúcia! – Ninguém tem paciência comigo” (Chaves)
“Não é a mamãe, não é a mamãe ! - Querida, cheguei!” (Família Dinossauro)
“Scooby-Doo, cadê você meu filho? - Scooby, Dooby Dooo” (preciso dizer de onde é ?)
“Olha a Faca” (Patrick – Zorra Total)
“Né Brinquedo, Não!” (Dona Jura - O Clone)
“Yabadabadooooo! – Wiiiiilmaaaaaa !” (Fred Flintstone)
“Pelos poderes de Grayskull! Eu tenho a fooorça !”
Amo esse ! *-*
Postado por : Jéssica
Amizade .
Não ia postar nada sobre o Dia da Amizade, mas eu estava lendo uns poemas antigos e achei esse , sobre amizade. Então pensei, porque não ?
Amizade, diga-me a verdade
Qual o seu verdadeiro nome?
Você se esconde por trás de tantas faces
Tem amizade antiga
Que se perdeu nos anos, nem dá pra contar
Tem amizade recém-chegada
Que ainda tem muita coisa pra experimentar
Tem amizade caloteira
Que só existe pra pagar tuas dívidas
Tem amizade ciumenta
Que a cada dia te deixa mais dividida
Tem amizade colorida
Que na minha terra tem outro nome
Tem amizade, que é mais que amiga
Dividem até o sobrenome
Mais não importa de que te chamam
Amizade, amor, fraternidade
O que importa mesmo é quando se baseia
No sentimento mais humano, o amor
Porque assim nunca morre.
Postado por: Jéssica ;)
terça-feira, 20 de julho de 2010
Nostalgia que olha para frente
É aquilo que te faz sentir uma onda de alegria quando uma palavra específica é pronunciada, mesmo que para as pessoas comuns ela não tenha nenhum humor. É o que te leva para outro lugar quando chove, e você sente os pingos de uma outra chuva molhando seus cabelos, no dia em que você mais correu na sua vida. É o que te faz ouvir aquela música velhinha, assistir de novo aquele filme conhecido, ver mais uma vez aquelas fotos. É o que te faz olhar no espelho e acreditar que está tudo bem, embora você não seja a pessoa mais bonita do mundo. Será que isso é mesmo o mais importante para alguém? É o que te faz sorrir, aparentemente sem motivo.
Eu disse memória?
Bem, embora a memória seja mesmo necessária para esse replay de emoções, com direito a câmera lenta nos melhores momentos, não é dela que eu falo quando tento explicar essa nostalgia que olha para frente. Ninguém vive de passado, e viver só de lembrar os bons momentos é a forma mais rápida de deixar o tempo escapar de você. Mas não existe nada mais desejável do que essa ponte viva e colorida, que nos faz recontar nossa história sem saudade demais, daquela que chega a ser angústia, mas com a saudade suficiente pra se formar uma consciência de que não existe um final feliz, afinal. Feliz é o caminho.
Amigos.
É o nome dessa ponte que resgata seu passado sem te deixar esquecer do presente. A maneira mais fácil de traçar aquela linha imaginária que nos situa num mundo desse tamanho, e qua dá os contornos na nossa vida, do nosso eu, sem criar limites para sua expansão. Amigos. Eu me lembro de tanta coisa, de dias absolutamente perfeitos. E eu queria vocês aqui agora, o tempo todo, desenhando um dia com a leveza de quem não tem a pretensão de tornar aquilo a maior das lembranças. Eu quero vocês sempre, vivendo desse jeito tão nosso, e de outros milhares de jeitos que serão sempre nossos, na mesma medida. Mesmo com tanta mudança. Aliás, é muito bom mudar com vocês.
E quando eu falo que amo, não estou sendo leviana e empregando esse termo de maneira superficial e não estou sendo dependente a ponto de pedir que vocês nunca mudem. E também não estou sendo emocionalmente míope de maneira que não veja seus erros e defeitos.
Estou sendo rasa o suficiente para que o meu sentimento só transborde, sem nenhuma capa ou proteção. Porque é verdade, é bom, e é o que me preenche, quando eu digo muito obrigada por tudo, e quando eu digo que eu amo vocês.


