sexta-feira, 25 de junho de 2010
Felicidade Clandestina
Ele está lá.
E eu estou aqui escrevendo, de novo.
E se eu contar o tanto que eu o quis, o tanto que eu esperei por esse momento, ninguém vai conseguir entender porque eu estou esperando tanto.
Na verdade, nem eu mesma entendo. Talvez seja a ansiedade de saber que agora ele pode ser meu, por inteiro. Depois de tantas vezes ter imaginado esse momento, eu talvez esteja com medo de me decepcionar, agora que ele chegou. Talvez eu esteja fazendo como Clarisse Lispector, em "Felicidade Clandestina": finjo não tê-lo, só para depois ter a surpresa de descobrir que o tenho.
Ah, me deixe fingir que não te tenho. Vamos simular, só por uns instantes, que todo o tempo que estive atrás de você foi perdido, que foi em vão que te procurei por tantos lugares. Vamos fingir que você ainda está nos meus sonhos, perturbando as minhas noites e os meus dias, com essa sua ausência tão presente.
E agora, eu vou distraída para o meu quarto, onde te encontro, onde finalmente tenho você. Me permita sentir mais uma vez a sua existência inundando a minha vontade.
E embora eu pudesse viver para sempre na sensação desse jogo, de não ter só para depois descobrir que tenho, eu o quero de verdade. Por inteiro. E eu sei que depois dele nada será como antes. Pode parecer um exagero, mas eu sei que muitos me entendem.
Afinal, não acredito que eu seja a única que se apaixone por livros.
"Tudo se Ilumina", de Jonathan Safran Foer, hoje você vai finalmente ser meu. ;)
Postado por: Marcela
E eu estou aqui escrevendo, de novo.
E se eu contar o tanto que eu o quis, o tanto que eu esperei por esse momento, ninguém vai conseguir entender porque eu estou esperando tanto.
Na verdade, nem eu mesma entendo. Talvez seja a ansiedade de saber que agora ele pode ser meu, por inteiro. Depois de tantas vezes ter imaginado esse momento, eu talvez esteja com medo de me decepcionar, agora que ele chegou. Talvez eu esteja fazendo como Clarisse Lispector, em "Felicidade Clandestina": finjo não tê-lo, só para depois ter a surpresa de descobrir que o tenho.
Ah, me deixe fingir que não te tenho. Vamos simular, só por uns instantes, que todo o tempo que estive atrás de você foi perdido, que foi em vão que te procurei por tantos lugares. Vamos fingir que você ainda está nos meus sonhos, perturbando as minhas noites e os meus dias, com essa sua ausência tão presente.
E agora, eu vou distraída para o meu quarto, onde te encontro, onde finalmente tenho você. Me permita sentir mais uma vez a sua existência inundando a minha vontade.
E embora eu pudesse viver para sempre na sensação desse jogo, de não ter só para depois descobrir que tenho, eu o quero de verdade. Por inteiro. E eu sei que depois dele nada será como antes. Pode parecer um exagero, mas eu sei que muitos me entendem.
Afinal, não acredito que eu seja a única que se apaixone por livros.
"Tudo se Ilumina", de Jonathan Safran Foer, hoje você vai finalmente ser meu. ;)
Postado por: Marcela
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Brasil !
Eu sei que o Dunga é um jumento.
Sim, eu sei que falta qualidade técnica, futebol arte e amor à camisa. Eu sei que o Robinho não é lá essas coisas, que o Luís Fabiano conta demais com a sorte e com uma "mãozinha", eu sei que o Júlio César não é o melhor goleiro do mundo, e que o Kaká nem é tão gato assim, ele só se detaca porque não tem concorrência. Eu sei que ninguém explica o Grafite.
Eu sei que os jogadores ganham milhões para participar da Copa, e que a maioria de nós não vai ganhar nem a metade disso durante toda a vida. Eu sei que a Fifa tem muito dinheio, eu sei que a Globo ganha uma grana preta, e que o Galvão Bueno deve saber de algum segredo muito importante da emissora, para ainda ser mantido lá.
Eu sei que a Argentina está muito bem, obrigada.
Eu sei que o nosso patriotismo só aparece na época da Copa. Eu sei que as eleições estão aí. Eu sei que, no fim das contas, tudo é marketing.
Eu não ignoro os problemas, os erros, as confusões. Eu sei de tudo isso.
Mas eu torço, eu choro, eu vibro. Eu amo Copa do Mundo.
E não é por causa do futebol não, que eu gosto, mas nem tanto assim. Eu amo realmente a Copa do Mundo. O fato de ser um evento que movimenta pessoas no mundo inteiro, e não é uma guerra, nem uma corrida por territórios ou recursos minerais. É esporte. E é torcida, muita gente vibrando por um único motivo, torcendo pela mesma coisa, mandando energias positivas em um único sentido. É a alegria de muita gente, que só tem isso: essa esperança de perceber como as coisas se encaixam, como para tudo se dá jeito, como de alguma forma a gente se une. A gente é capaz de se unir! De querer todo mundo a mesma coisa, uma vitória que seja de todos, que seja para todos.
É pelo Brasil que eu torço quando a seleção entra em campo. É por nós que eu vibro, pelo povo. Não é só na Copa do Mundo que eu torço pelo povo, e é claro que eu queria que essa fosse uma realidade de maneira geral. Eu queria que todo mundo mandasse essa energia positiva coletiva para várias outras coisas, eu queria que a gente se articulasse assim também no dia a dia. Eu sei que isso devia ir além da Copa do Mundo.
Mas essa consciência de que de maneira geral as pessoas agem assim só durante a Copa, não a torna menos bela, includente e mágica. Eu não vou condenar um momento importante, só porque sei que deveriam haver muitos outros nas mais diversas situações.
Eu sei. Sei de todos os argumentos.
Mas eu sei também que eu torço pela nossa alegria, e para que a gente perceba a nossa força e a nossa capacidade de mandar o Brasil para frente. O Brasil, literalmente.
Postado por: Marcela
Sim, eu sei que falta qualidade técnica, futebol arte e amor à camisa. Eu sei que o Robinho não é lá essas coisas, que o Luís Fabiano conta demais com a sorte e com uma "mãozinha", eu sei que o Júlio César não é o melhor goleiro do mundo, e que o Kaká nem é tão gato assim, ele só se detaca porque não tem concorrência. Eu sei que ninguém explica o Grafite.
Eu sei que os jogadores ganham milhões para participar da Copa, e que a maioria de nós não vai ganhar nem a metade disso durante toda a vida. Eu sei que a Fifa tem muito dinheio, eu sei que a Globo ganha uma grana preta, e que o Galvão Bueno deve saber de algum segredo muito importante da emissora, para ainda ser mantido lá.
Eu sei que a Argentina está muito bem, obrigada.
Eu sei que o nosso patriotismo só aparece na época da Copa. Eu sei que as eleições estão aí. Eu sei que, no fim das contas, tudo é marketing.
Eu não ignoro os problemas, os erros, as confusões. Eu sei de tudo isso.
Mas eu torço, eu choro, eu vibro. Eu amo Copa do Mundo.
E não é por causa do futebol não, que eu gosto, mas nem tanto assim. Eu amo realmente a Copa do Mundo. O fato de ser um evento que movimenta pessoas no mundo inteiro, e não é uma guerra, nem uma corrida por territórios ou recursos minerais. É esporte. E é torcida, muita gente vibrando por um único motivo, torcendo pela mesma coisa, mandando energias positivas em um único sentido. É a alegria de muita gente, que só tem isso: essa esperança de perceber como as coisas se encaixam, como para tudo se dá jeito, como de alguma forma a gente se une. A gente é capaz de se unir! De querer todo mundo a mesma coisa, uma vitória que seja de todos, que seja para todos.
É pelo Brasil que eu torço quando a seleção entra em campo. É por nós que eu vibro, pelo povo. Não é só na Copa do Mundo que eu torço pelo povo, e é claro que eu queria que essa fosse uma realidade de maneira geral. Eu queria que todo mundo mandasse essa energia positiva coletiva para várias outras coisas, eu queria que a gente se articulasse assim também no dia a dia. Eu sei que isso devia ir além da Copa do Mundo.
Mas essa consciência de que de maneira geral as pessoas agem assim só durante a Copa, não a torna menos bela, includente e mágica. Eu não vou condenar um momento importante, só porque sei que deveriam haver muitos outros nas mais diversas situações.
Eu sei. Sei de todos os argumentos.
Mas eu sei também que eu torço pela nossa alegria, e para que a gente perceba a nossa força e a nossa capacidade de mandar o Brasil para frente. O Brasil, literalmente.
Postado por: Marcela
domingo, 20 de junho de 2010
Brasil .
O apita soa. Rompem-se as fronteiras.
190 milhões de corações batem num ritmo compassado, ensaiado para torcer.
O hino toca e toca os corações.
Os olhares estão voltados para a majestade, a bola. E seus súditos como que correm para referenciar sua soberania, e o jogo começa.
É muito mais que um esporte, é uma vida. E que vida. Emocionante, ardente, vibrante.
E então a respiração cessa. E o único barulho que se ouve é o som seco da bola rasgando o ar, passando pelo goleiro.
Som seguido por gritos de uma felicidade contagiante, alucinante.
É uma NAÇÃO unida, para torcer , amar, apoiar e acreditar na Seleção, para poder mostrar para um MUNDO que
Felicidade é ser BRASILEIRA !
Postado por : Jéssica
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Sensações
Eu naõ sei se sou somente eu, mas as coisas mais absurdas aguçam em mim as sensações mais incríveis.
Eu me delicio quando vejo um livro velho, e começo a imaginar por onde ele passou. Quantas mãos já o tocaram e o quanto elas se deliciaram com cada página, cada palavra.Isso me ativa uma curiosidade imensa – como se um dia eu pudesse descobrir a história de um livro: por onde ele passou e que mudnaças ele deixou.
Mas não venha me dizer que tem coisa melhor que cheirinho de Melissa nova, por que vou descordar até a morte. Gente, alguém sabe me descrever aquele cheirinho ? É tão bom ! Ele mescla o cheiro de chiclete de tutti frutti, com o de roupa nova e não mais o quê. Só sei que é único. Inconfundível. E que ainda não consegui comparar a nada, ou explicá-lo.
E quando eu oucço Ray Charles, Dione Warmwick ou qualquer cantor antigo ( o que é um termo que eu não gosto muito de usar) ? Meu Deus, é como se eu tivesse ido no show de lançamento da música, subido no palco e cantado, junto com ele. E tenho saudade disso. Saudade de algo que nem vivi. Mas quero viver e reviver se possível.
São sensações bobas, mas que afloram à for da pele com uma intensidade tão forte. Tão inexplicável. Ah, são as pequenas coisas da vida que passam despercebidas para alguns olhares, mas que cá entre nossos são irresistíveis pra mim !
Postado por: Jéssica
Eu me delicio quando vejo um livro velho, e começo a imaginar por onde ele passou. Quantas mãos já o tocaram e o quanto elas se deliciaram com cada página, cada palavra.Isso me ativa uma curiosidade imensa – como se um dia eu pudesse descobrir a história de um livro: por onde ele passou e que mudnaças ele deixou.
Mas não venha me dizer que tem coisa melhor que cheirinho de Melissa nova, por que vou descordar até a morte. Gente, alguém sabe me descrever aquele cheirinho ? É tão bom ! Ele mescla o cheiro de chiclete de tutti frutti, com o de roupa nova e não mais o quê. Só sei que é único. Inconfundível. E que ainda não consegui comparar a nada, ou explicá-lo.
E quando eu oucço Ray Charles, Dione Warmwick ou qualquer cantor antigo ( o que é um termo que eu não gosto muito de usar) ? Meu Deus, é como se eu tivesse ido no show de lançamento da música, subido no palco e cantado, junto com ele. E tenho saudade disso. Saudade de algo que nem vivi. Mas quero viver e reviver se possível.
São sensações bobas, mas que afloram à for da pele com uma intensidade tão forte. Tão inexplicável. Ah, são as pequenas coisas da vida que passam despercebidas para alguns olhares, mas que cá entre nossos são irresistíveis pra mim !
Postado por: Jéssica
Escrever.
Sabe, outro dia estava numa roda de conversa e surgiu o assunto “talentos”. E então veio a questão qual é o seu talento? Para quê você nasceu? Por que está nesse mundo ? E alguém disse: ‘estamos todos pra fazer algum diferença não é verdade?’. Alguns fazem a diferença cantando e sabem tornar sua voz a propagadora das mais belas melodias. Outros nasceram para o esporte. Para encontrar na atividade física uma beleza incessante, que os motiva, e que os faz motivar uma torcida. Tem também aqueles que usam o corpo como forma de expressar, de se mostrar ao mundo através da dança e do teatro. Mas, pra mim, a forma mais apaixonante de todas é escrever. É ter a capacidade de transmitir em palavras o que as vezes só o sentimento explica, de preencher cada letra com vida, e nesse caso com a minha vida. Porque acho que é esse o meu talento. Traduzir um beleza que poucos conseguem exergar para o papel e permitir a eles que enxerguem também. Isso é fascinante. E surgiu a pergunta ‘como escrever pode mudar o mundo ? Afinal as pessoas leêm e pronto?!’ Eu acredito no poder das palavras. Acredito que quando alguém lê os olhos são paenas um instrumento para as palavras chegarem ao coração, para tocar alguém , masi profundamente. E se pode mudar um mundo eu não sei, mas uma coisa eu sei: escrever muda meu mundo a cada dia ; e ler tabém tem uma capacidade enorme de me transformar, de me melhorar, de me encantar. E não existe maior marca que eu queira deixar no mundo do que essa: palavras que me transformam e que podem transformar os outros também.
Então bem-vindos ² a esse infinito particular.
Meu legado, meu talento, meu tudo são as palavras.
Postado por: Jéssica
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Fanatismo Alternativo
Normalmente eu sou uma pessoa muito tranquila. De verdade. Eu nunca fui do tipo extremista. Aliás, eu costumo ser bem ying-yang.
Mas eu estou começando a achar que tenho tendências ao fanatismo. É sério.
Se não for isso, como eu posso explicar a necessidade que eu sinto de tomar um capuccino no meio da manhã? Eu simplesmente faria qualquer coisa pra ter um aqui agora, com toda aquela espuma, quase derramando da xícara. E se tivesse um biscoitinho caseiro, então? Do branquinho, pode ser? Não quero nem pensar.
Mas não é só isso. Se fosse, a questão seria resolvida com a simples verdade de que eu sou aguada com algumas coisas. E isso inclui chocolate, só pra constar aqui. Porém, como explicar a fixação que eu tenho por algumas música? Como explicar a sensação de que eu estava absurdamente incompleta antes de ouvir aquela música? É claro que eu adoro música, e na minha playlist tenho faixas de todos os tipos, gêneros, autores, intérpretes e qualquer outra variação possível. Mas existem algumas que ultrapassam os limites do gostar. E eu até perco a noção de que existe a liberdade de expressão, que as preferências das pessoas devem ser respeitadas, que todos são livres para fazerem suas escolhas e que gosto não se discute, quando alguém solta que acha as minhas músicas chatas. Rrrrrrr !
Quando o assunto é lugares, meu fanatismo toma sua forma mais perigosa. Porque eu choro quando penso na Itália? Tipo, eu fico realmente emocionada. Eu leio livros que descrevem as ruelas, as paredes, as padarias, e eu começo a considerar o autor o meu melhor amigo, só porque ele também gosta da Itália. Se eu assistir um filme sobre a Itália, eu vou chorar. Se eu provar um prato qualquer típico da Itália, eu vou gostar. Se alguém falar em italiano comigo, eu vou amar aquela pessoa instantaneamente. Ela pode me xinga em italiano, eu não me importo. Vai fundo.
A Itália talvez seja meu norte, mas não mexa com a América Latina. Eu estou avisando. Ninguém reclama dos países europeus, então não preciso me preocupar, mas não venha me dizer que a América Latina é sem graça. Não desvalorize esse caldeirão de culturas, pelo qual eu ponho minhas duas mãos no fogo. Não estou falando que a América Latina não tem problemas, mas me dói (e me causa raiva) quando a parte linda, histórica e mágica desse povo não é reconhecida. Eu sou fanática pela América Latina, hermanos. Estou avisando.
Ouro Preto é o lugar que eu amo de paixão e já conheci. O que é ótimo, porque significa que eu não tenho uma ilusão. Eu já fui lá muitas vezes, e eu iria lá todos os dias, se pudesse. Que sensação é aquela que a gente tem quando está em Ouro Preto? Se existem vidas passadas, tenho certeza que a minha foi ali. E foi uma vida muito boa.
Meu fanatismo não acaba aí. Eu sou louca por alguns filmes, que assisto sempre que eu posso. Eu amo livro novo. Eu amo livro velho. Eu faria qualquer coisa pra ser a dona do parque municipal, e eu venderia minha alma pra ter inventado a Capitu, antes de Machado de Assis.
Eu adoro quando as pessoas se reúnem pra fazer uma coisa diferente, eu amo jogar baralho roubando o máximo possível no jogo, eu sou apaixonada pela minha cachorra e por todos os labradores dos filmes, sou louca pelos desenhos da pixar, faria tudo pra ficar bronzeada o ano inteiro e para poder viajar o máximo possível.
E eu não vou medir as consequências se o assunto for casarões históricos ou a broa da minha mãe.
Se querem saber, é melhor tomar cuidado comigo.
Itália. Tem como não amar?
Postado por: Marcela
quarta-feira, 19 de maio de 2010
1,2 e... começou!
Escrever sempre foi minha paixão, e existem muitas vantagens nisso.
No meu escrever tem espaço para todas as outras paixões, porque a gente nunca vive de uma paixão só. É escrevendo que eu conto o que me dói, o que me alegra, o que me eleva. É escrevendo que eu divido com as pessoas o meu desejo de mudar o mundo e a minha paixão por pão de queijo. É escrevendo que eu registro a aventura que é andar de ônibus e como é altamente perigoso viver sem provar de fortes emoções. A escrita inverte as coisas, mas a lógica não se altera. O que se escreve sempre encontra uma maneira de ser, na súplica ou na ironia, na leveza ou na tensão. Escrever é a minha paixão, porque é a única maneira que encontrei de declarar meu amor incontrolável pela vida.
Eu estou tentando apenas explicar porque estou aqui, finalmente inaugurando um blog que nunca passava de idéia. Sem grandes pretensões, só quero dividir as minha impressões de mundo, desde os fatos mais banais do cotidiano até aquelas coisas que inquietam a alma da gente. Também não contem sempre com um texto muito inspirado: escrever é muitas vezes uma válvula de escape, e não existe regra ou perfeição para um ato totalmente emocional (porque escrever, de verdade, não é algo racional como parece ser. É muito mais do sentir do que do pensar).
E se nesse caminho de encontro com meu infinito particular eu conseguir atingir particularmente a infinidade de alguém, qualquer alguém, eu vou ter mais um motivo para amar escrever.
Até mais!
Postado por: Marcela
No meu escrever tem espaço para todas as outras paixões, porque a gente nunca vive de uma paixão só. É escrevendo que eu conto o que me dói, o que me alegra, o que me eleva. É escrevendo que eu divido com as pessoas o meu desejo de mudar o mundo e a minha paixão por pão de queijo. É escrevendo que eu registro a aventura que é andar de ônibus e como é altamente perigoso viver sem provar de fortes emoções. A escrita inverte as coisas, mas a lógica não se altera. O que se escreve sempre encontra uma maneira de ser, na súplica ou na ironia, na leveza ou na tensão. Escrever é a minha paixão, porque é a única maneira que encontrei de declarar meu amor incontrolável pela vida.
Eu estou tentando apenas explicar porque estou aqui, finalmente inaugurando um blog que nunca passava de idéia. Sem grandes pretensões, só quero dividir as minha impressões de mundo, desde os fatos mais banais do cotidiano até aquelas coisas que inquietam a alma da gente. Também não contem sempre com um texto muito inspirado: escrever é muitas vezes uma válvula de escape, e não existe regra ou perfeição para um ato totalmente emocional (porque escrever, de verdade, não é algo racional como parece ser. É muito mais do sentir do que do pensar).
E se nesse caminho de encontro com meu infinito particular eu conseguir atingir particularmente a infinidade de alguém, qualquer alguém, eu vou ter mais um motivo para amar escrever.
Até mais!
Postado por: Marcela
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