quarta-feira, 4 de maio de 2011

É pavê ou pacomê?

Postado por Infinito Particular às 13:35 0 comentários
Se você não riu da conhecida piadinha acima, não está sozinho. Já foi-se a época em que o trocadilho, que se pensarmos bem é até criativo, tinha o efeito de uma piada. Hoje em dia, embora persista e esteja presente em absolutamente todos os almoços de família, até mesmo quando a sobremesa servida não é um pavê (mousses, gelatinas, tortas e até bolos são usados como matéria prima para os piadistas, numa boa), ele já não causa uma risadinha nem na sua mãe. E olha que a sua mãe é bem educada e simpática quando fazem qualquer referência a comida dela.


O "é pavê ou pacomê?", porém, não está sozinho na categoria "piadinhas e brincadeirinhas típicas que já cansaram, pelo amor de Deus". E você, embora seja frequentemente o ouvinte dessas pérolas, também acaba caindo na tentação e soltando alguma delas. Quem não quer ser sempre o mala da situação pode evitar incorporar no seu repertório humorístico pelo menos os itens da lista a seguir:

As dez mais frequentes "piadinhas e brincadeirinhas típicas que já cansaram, pelo amor de Deus":


1. É pavê ou pacomê?

2. Ih fulano, esconde que a polícia tá chegando! (Se encaixa na categoria ação e reação. Não tem uma única sirene de polícia que não gere o comentário. E o pior é que obrigatoriamente não só o fulano precisa se manifestar com uma risada contida ou mesmo com uma falsa revolta sem maiores danos, como todos que ouviram a piadinha precisam rir da "inesperada brincadeira". Questão de etiqueta.)

3. Você é meu cunhado preferido [breve instante de suspense]. Mas também, eu só tenho um! ( O termo "cunhado" pode ser substiuído nesta frase por outro parentesco, cargo ou qualquer classificação. O pior é quando o piadista pára no suspense e você tem que completar o raciocínio.)

4. [Piadista diz, do nada] Parabéns! [vítima pergunta] Porque? [resposta e piadinha em si] Hoje é dia das bruxas! (31 de outubro #fail)

5. Fulano trouxe a chuva com ele. (Ninguém traz a chuva gente, por favor. Todo mundo sabe que elas estão ligadas a um mero capricho de São Pedro. Com a metereologia moderna, a alegação não tem mais graça nenhuma.)

6. [Ainda na categoria chuva] Fulano comeu na panela. (Conversas banais de casamento em dias chuvosos #fail)

7. Come logo que fulano já está no repeteco! (Tem sempre alguém vigiando quantas vezes os convidados fazem o prato, impressionante.)

8. A-ha, U-hu, ô fulano eu vou comer seu bolo! (Ok, eu sempre puxo essa. Adoro. Mas tenho consciência que sou a "mala" do parabéns, por que, francamente, todo mundo sabe que bolo não rima com u-hul. E todo mundo sabe o que rima com u-hul.)

9. Cuidado, fulano tirou carteira! (Mais um que vai ficar parado no trânsito. Que perigo, hein?)

10. Que menino bonito, nem parece seu filho! (O Ratinho talvez ria dessa. Mas ele não vale, porque também entra na lista de coisas que já cansaram a muito tempo)


Enfim, só rindo para não chorar.

E aviso aos navegantes: Dias das Mães sempre tem pavê!



Postado por: Marcela

terça-feira, 26 de abril de 2011

Dinheiro no bolso

Postado por Infinito Particular às 07:58 0 comentários
Ontem perdi 210 reais. E até que estou me saindo bem no processo de recuperação da minha integridade psicológica.

Quer dizer, não estou super feliz. Não achei legal perder 210 reais. Na verdade fiquei arrasada. Mas passado o momento que você acha que ainda vai achar o dinheiro, e vai falar aliviado "nossa, eu ia morrer se eu perdesse", vem o momento em que você se convence que não vai mais achar e aí percebe que não morreu. Ufa!

Afinal, é só dinheiro. Quer dizer, podia ser pior.

Claro que se alguém se comover com a minha situação e quiser me doar anonimamente essa quantia eu vou fica bem feliz, mas se minha fada madrinha não der as caras eu tenho plena certeza que posso superar isso. Mesmo porque a culpa foi minha, eu colocquei o dinheiro no bolso e confiei que o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído.

Só que eu estou sempre distraída, o que foi, aliás, a alegação da minha mãe no momento "críticas construtivas aproveitando a brecha de alguma situação em que você faz uma burrada".

Ficou a reflexão, foi-se o dinheiro. Acho que eu conseguia aprender a lição perdendo apenas 50 reais, mas enfim. Vão-se os anéis, ficam os dedos. Vazios, mas ficam.

A sabedoria popular pode ser bem reconfortante nessas horas.


Postado por: Marcela

domingo, 24 de abril de 2011

A pipoca

Postado por Infinito Particular às 07:36 0 comentários
Rubem Alves (adaptado)

Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.
Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a ideia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, mas pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.


Sei que Rubem Alves tem licença poética para escrever o que bem entender, mas fiquei me perguntando se seria adequado eu me apropriar da sua metáfora e comparar a ressureição de Cristo ao estouro da pipoca. Vendo a minha dúvida mundana, Deus riu para mim, aquele sorriso lindo que ele tem, confirmando que tenho licença para escrever qualquer coisa que eu ache que possa melhorar a vida de alguém. Além disso me lembrei da simplicidade de Jesus; e existe alegria mais simples que a pipoca? Falar de Deus é falar com a paz e a plenitude do simples.


Por isso lhe desejo boa páscoa esperando sinceramente que você veja a beleza de ser como a pipoca. Pensemos na paixão de Cristo. Jesus não poderia ter simplesmente passado para o céu sem dor, sem esforço e sem humilhação? Claro que poderia, e isso não o faria menos santo, e menos herói. Mas mesmo assim ele aceitou o desenrolar dos fatos, e ressuscitou passando com grandeza e humildade pelo caminho mais difícil. E deixou para gente a mais linda história de superação.


Pelo caminho que Jesus percorreu, muita gente virou pipoca. Era um mundo de milhos miúdos, e era difícil perceber que existia algo melhor em cada um deles. Quem acreditaria que eles eram o que se tornaram, e não o que foram a vida inteira? O fato é que o calor do amor de Cristo os levou a serem bem mais do que podiam imaginar. Não foi fácil, é claro. Era o fogo do amor, mas ainda assim queimava. Tudo o que nós leva a mudar assusta. Muitos não quiseram se deixar queimar, porque preferiram pensar que eram a melhor versão deles mesmos. Viraram peruás, e perderam para sempre a oportunidade de tornar a vida de alguém mais alegre.


Os que viraram pipocas foram a festa das crianças. O alimento dos adultos. Uma pausa suave num dia complicado. Estouraram, não sem fogo, não sem ansiedade e dúvida, mas com entrega e fé no calor que transforma.


Jesus é o calor que transforma. Nós somos pipocas em potencial, e há um mundo de medos e angústias esperando ansiosamente pela nossa transformação. Não precisamos sofrer, como Jesus na cruz, para nascermos de novo. Pode acontecer que soframos, mas talvez só seja preciso sentir o calor que emana das mudanças, seja quais forem, boas ou ruins. O fundamental é darmos uma chance para a melhor versão de nós mesmos.


Na páscoa, e em qualquer dia que celebre o amor, lembre-se sempre que o milagre da renovação está em você. Não tenha medo de se tornar uma alegria simples e cheia de significado, como a vida. Como a pipoca.


Feliz Páscoa! :)

Postado por: Marcela

segunda-feira, 14 de março de 2011

Óculos hitech

Postado por Infinito Particular às 08:44 0 comentários
*Inspirado nos textos do saudoso Moacyr Scilar, jornalista da Folha de São Paulo que escrevia textos ficcionais a partir de notícias reais

Óculos eletrônicos mudam de grau ao toque de um botão


Uma nova engenhoca pode substituir as lentes multifocais e bifocais: óculos eletrônicos, movidos a baterias recarregáveis. Nos óculos eletrônicos, as baterias transmitem uma corrente para mudar a orientação das moléculas no cristal, alterando a graduação das lentes.


O paciente liga ou desliga o modo para leitura quando precisar, apenas tocando na lateral da armação.

Retirado de

Acessado em 18 fev.



Quando surgiu o computador, José Castanheira foi taxativo: não vingava. A televisão, que era muito menos, já estava desse jeito, sem moral, só gente desocupada mostrando a cara sem mais nem menos, e mostrando outras coisas que ele nem se atrevia a comentar. E se nem a caixinha mágica, que fazia tudo sozinha, tinha serventia, que dirá uma máquina que você tem que ficar operando o tempo todo. Tinha certeza que o homem ia perceber que seu maior invento foi o rádio – isso sim era tecnologia. Não precisava de mais nada.

A internet passou quase despercebida por Castanheira, que não entendia a diferença entre ela e o computador. Mas ficou sabendo que agora dava para conversar com alguém do outro lado do mundo, e chegou à conclusão que não conhecia ninguém que tinha amigos do outro lado do mundo. Um para Castanheira, zero para seus filhos e netos que tentavam “trazê-lo para o século XXI”.

Quando foi a vez do celular, a teoria da inutilidade continuava fazendo todo o sentido para o nosso amigo, mas de certa forma o novo invento atingiu sua auto-estima. Onde é que esse mundo vai parar? – refletia Castanheira, enquanto se utilizava da tecnologia da fita cassete (exceção à sua aversão às modernidades) para assistir filmes de faroeste – “Filme dos bons tempos”.

Com indiferença ou com nostalgia declarada, José Castanheira foi passando por todas as invenções e últimas tecnologias de ponta, do Ipad ao microondas, sem se envolver com todo o frenesi que tornava até mesmo o seu vocabulário clichê. Um homem previsível num mundo imprevisível. “Graças a Deus”, pensava aliviado.

Mas um belo dia Castanheira voltou atônito da ótica que ia regularmente. Sem dizer uma palavra, não se sabia se ele estava pensando, ouvindo ou sequer sentindo alguma coisa. Estado de choque, foi a definição que deram os filhos. A caçula chorou. Os netos jogaram no Google os sintomas do avô e leram em voz alta as possíveis causas. Depois de um chá de camomila, colocaram Castanheira na cama e decidiram que se nada mudasse, o levariam ao médico no dia seguinte.

De manhã bem cedo, porém, a cama de Castanheira já estava vazia, e ninguém tinha notícia dele. Foi o desespero total. O radinho de pilha estava sobre o criado mudo, o banheiro cheirava a loção e o pente de mão que costumava arrumar simbolicamente a careca estava na pia. Papai fugiu, declararam os mais desesperados. Todos ainda tentavam manter a calma quando um neto se lembrou que no dia anterior Castanheira tinha ido à ótica para mudar o grau, como fazia há vários anos.

A atendente da ótica disse por telefone que estava mesmo preocupada com o cliente fiel, que tinha ficado chocado quando ela lhe ofereceu óculos eletrônicos, movidos à bateria recarregável. Chegou-se à conclusão que era demais para Castanheira, que provavelmente tinha decidido desistir da vida quando a tecnologia invadira o ponto sagrado e até então incólume do seu viver: os óculos. E bateria recarregável ainda por cima, era demais para aquele coração já fragilizado.

Depois de muito choro e especulações, chega uma notícia de Castanheira. Por email. Ele avisava um dos netos, “amigo do rapaz da lan house”, que ia passar no centro para comprar um celular, mas que não demorava e devia chegar antes do almoço. E acrescentava, no fim da mensagem “Ah Luiz, depois vc me segue no twitter. É @_castanheirabh. Abs, vovô.”

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Meu tipo inesquecível

Postado por Infinito Particular às 17:36 2 comentários
Meu tipo inesquecível entrou pela cozinha eufórica, sem saber como dar a notícia aos meus tataravós. Eu ainda não existia. Porém, de certa forma eu nascia ali, em um destes instantes absolutamente casuais da vida. Vó Elisa, que ainda era só Lisa, surgia diante dos meus olhos à medida que minha tia contava tudo o que sabia da história da família. Eu também estava numa cozinha, cerca de cem anos depois da narrativa que agora me levava à minha bisavó, meu amor desconhecido, meu tipo inesquecível.


A notícia que Vó Elisa tinha para contar é que ia se casar, por amor, carinho, tradição e tudo mais que leva duas pessoas a se unirem. O tipo irresistível da minha bisavó era um homem trinta anos mais velho que ela, que tinha perdido a esposa e os oito filhos por causa de uma peste, e que teimava em viver mesmo assim. Gosto de acreditar que foi a teimosia dele que encantou minha bisavó, que também teimava em levar a vida, e até – olhe só! – ser feliz. Bisavô Artur e Bisavó Elisa se casaram. Alguns anos e três filhos depois, ele faleceu.

Na história que conduz até a minha existência há muito mais do que pareço merecer. Minha bisavó Elisa foi expulsa de sua pequena terra assim que meu bisavô se foi, e buscou abrigo em uma fazenda onde trabalhava de sol a sol. Depois de quase sofrer um abuso sexual, acabou indo morar na casa dos donos da fazenda, ensinando as filhas do casal a ler, coisa que aprendeu sozinha, e por teimosia, e que amava mais do que tudo. A história da minha bisavó continua ainda por muitos capítulos, que incluem buscas, ideias revolucionárias, um enorme número de netos. Porém foi bem aqui que ela se tornou meu tipo inesquecível. Com um livro nas mãos, os pés no chão e o coração vibrado, Vó Elisa entra para sempre dentro de mim como o pedaço de história que justifica meu próprio eu e a dívida de gratidão que tenho com as palavras – e que tanto amo pagar.


Inspirado nos textos de Luís Nassif, que teve a idéia de dissertar sobre seus tipos inesquecíveis.
Postado por: Marcela

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Hoje o samba saiu procurando você

Postado por Infinito Particular às 14:05 0 comentários
Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala
Você era a favorita onde eu era mestre-sala
Hoje a gente nem se fala mas a festa continua
Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua

Hoje eu estava ouvindo "Quem te viu, quem te vê", do Chico, e fiquei muito emocionada ao prestar atenção na letra. (Tá, eu sei. São as férias)

Acontece que eu fiquei pensando no "samba" que sai por aí nos procurando, e a gente faz que não vê por achar que tem coisa mais interessante para olhar. As aspas são porque não estou falando literalmente do samba, mas de toda a cultura brasileira da qual de vez em quando a gente tem vergonha.

Não estou levantando a bandeira do nacionalismo irracional, mesmo porque eu sou a primeira a defender a integração de culturas. Eu sou apaixonada por culturas diferentes, e simplesmente adoraria conhecer o suficiente de todas que existem no mundo.

Só estou pensando a respeito de toda a riqueza que a gente tem nesse país, e de como ela é por vezes desperdiçada. Temos a mania de valorizar a música, dança e toda a arte que chega para nós em forma de produtos em detrimento do que é feito verdadeiramente de forma artística, com base numa história cultural que eu nem me arrisco a tentar resumir aqui.

Fico triste em pensar que a gente até bate palma, mas não participa. Fico triste em pensar que a gente pode cair nessa, e "fazer de conta que é turista".


Quem te viu, quem te vê

Postado por: Marcela

domingo, 30 de janeiro de 2011

Isso é que é rede social

Postado por Infinito Particular às 07:57 0 comentários
O grande número de ocupações que tive nestas férias impediu a ocorrência de um fenômeno que se repete anualmente: a sensação de ter chegado no fim da internet.

Mas acredito que muitos ainda vivam isso. Afinal, depois que o Orkut, twitter e facebook tornam-se tão monótonos quanto “Bom dia e companhia”, o que fazer com todo esse tempo livre que a gente acumula em janeiro (e que tem vontade de guardar, pelo menos um pouquinho, para um momento em que ele seja mais útil)?

Bem, se você é um hamster ou é bonito pra caramba, pode incluir mais uma rede social na sua lista. Porque a HAMSTERster e a Beautiful people são redes criadas exclusivamente para quem é um simpático roedor ou uma pessoa bonita, respectivamente.

Estas são duas das tantas redes sociais que, inacreditavelmente, existem. E quando você pensa que no Orkut você está em contato com pessoas parecidas com você, vem uma rede social feita para quem curte nerds. Incrível. Então, para quem quer participar de uma rede social diferente, aí vão algumas dicas:

Três redes bem legais e suficientemente normais são as criadas para os amantes de livros (Skoob), filmes (Filmow) e séries (Orangotag). Nelas você pode marcar o que já assistiu ou leu, o que quer ver, ler sinopses e resenhas e ainda dar a sua opinião. Elas são bem fáceis de mexer, e são um ótimo lugar para descobrir livros e filmes interessantes.

Outra rede que consegue tomar horas do seu tempo sem te deixar cair na monotonia é a We Heart It, que reúne os amantes da Fotografia e é convidativo para qualquer um que goste de apreciar fotos diferentes. Já fucei várias páginas do site, e só encontrei imagens legais. Tem fotos de todos os tipos, de gatinhos preguiçosos a mulheres com maquiagens que ninguém viu antes, passando por nuvens coloridas e confetes de chocolate. Muito criativo.

Falando em criatividade, quem é que foi criativo o suficiente para reunir os... criativos? A rede social whohub tem espaço para todos aqueles que lidam com essa coisa tão subjetiva chamada criatividade. Acredito eu que seja um ótimo lugar para quem está cansado de cantadas como “Oi princesa! Podemos cv?”

Os criativos provavelmente dão uma espiada no remcloud, site destinado aos criativos involuntários, que tem os sonhos mais loucos e absurdos (oi!). Ah, e para quem gosta de ouvir os sonhos loucos e absurdos dos outros (oi!). Também tem rede social para quem passa as noites acordado e as manhãs de ressaca. O drinkedin reúne pessoas que gostam de tomar uma, ou mais. Que fique claro que eu não recomendo para ninguém.

Uma que eu recomendo é a Eu lembro, criada para o eleitor que lembra em quem votou. Dá para acompanhar as notícias e propostas dos políticos e candidatos, e ainda ver a opinião de outros eleitores. Outras duas redes bem bacanas são a divorce360 e a positivesingles. A primeira é para quem está se divorciando ou já é separado, e acredito que pode ser uma ajuda interessante nesta situação, e a segunda é para quem quer namorar ou ser amigo de alguém que tem alguma doença sexualmente transmissível. Um espaço interessante para esclarecer dúvidas e incentivar o debate sobre o assunto.

Por fim, uma dica especialmente para uma amiga minha, que terá sua identidade preservada. A myfreeimplants é o lugar certo para mulheres que querem dar uma turbinada nos seios, mas não tem dinheiro suficiente. E também para pessoas que tem interesse em doar e se tornar um amigo do peito (literalmente).

No final das contas, dá para perceber que a internet, ao que tudo indica, ainda pode te oferecer opções sobre tudo o que existe nessa vida (e além dela, na verdade).

Postado por: Marcela
 

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