
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Que é um jornal?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Moeda também é dinheiro
Da mesma maneira que dividiram o dia em horas, as horas em minutos, os minutos em segundos, e dái por diante; da mesma forma que subdividiram o país e os estados; do mesmo jeito que nos colocam num departamento exclusivo de roupas infantis de um bichinho de um desenho dentro de uma loja; da mesma maneira que os físicos pegaram a esfera maciça e "indivísivel" e picaram em mais um número incontável (e inexplicável) de pedacinhos; da mesma maneira que a nossas mães viram mil (mas continuam sendo uma só, como eles insitem em repetir); do mesmo jeito que dividem a gramática, as religiões, as nuances de uma cor e praticamente tudo mais, o dinheiro também tem subdivisões. Mas esqueceram de avisar pra muita gente.
Eis que estávamos eu e duas colegas em um supermercado comprando um lanche para umas 15 pessoas. É claro que o dinheiro era proveniente de uma vaquinha, e uma vaquinha de fim de mês, o que significa que era uma vaquinha bem magra e sofrida. Mas lá estava ela. Em moedas, para ser mais exata. De 10, 25, 5, algumas de um real e, inacreditavelmente, algumas de 1 centavo. Todas reunidas em uma caixinha resultavam em dinheiro, do mesmo que todo mundo ali tinha.
O primeiro olhar mal encarado veio da moça que fica pesando as frutas, quando paramos do lado dela para contar as moedinhas. O segundo foi do moço do frigorífico, quando fomos lá trocar as bandejas de presunto por algumas que estivessem mais baratas, logo após constatar que a vaquinha era mesmo magra.
Sempre me incomodou essa história de olhar torto pra moeda, porque, uma vez que vivemos num regime capitalista onde o valor das coisas é traduzido em dinheiro, temos que aceitar também as moedas. Mas tem gente que tem vergonha de andar com moedinha! Vergonha tem que ter é quem anda com dólar na cueca.
Continuando nossas compras, chegamos no caixa felizes e realizadas por termos conseguido comprar as coisas, depois de rebolar e fazer várias substituições. A caixa olhou incrédula para a nossa caixinha, mas contou as moedas sem dizer nada. Já a mulher que estava atrás de nós na fila soltou um longo suspiro de impaciência diante da cena, o que atraiu a atenção do restante da fila, que espichou o pescoço para ver a caixa contando as moedas. E a mulher estava comprando um maço de cigarro, tá? Eu é que devia estar impaciente com ela, sabendo quanto dinheiro público (por consequência, meu dinheiro também) é gasto na saúde para tratar de pessoas que fumam.
Mas ao invés de dizer isso para ela, nós só rimos, brincamos que tínhamos assaltado o cestinho da igreja e acrescentamos uma verdade incontestável: a gente, moeda também é dinheiro.

Postado por: Marcela
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Tudo se Ilumina
Mas existem muitos jeitos de contar uma história triste, e embora seja impossível fazê-la feliz, é perfeitamente possível fazê-la boa. Mesmo com toda dor, ela pode iluminar.
O que mais me intrigava em "Tudo se Ilumina" é que eu nunca encontrava uma opinião sobre o livro que não incluísse trechos. As pessoas falavam, tentavam descrever a história e os efeitos nelas causados pela história, mas sempre acabavam reproduzindo algum pedaço do livro.
Hoje eu entendo perfeitamente a incapacidade de falar dessa obra sem deixá-la falar por si mesma também. Descrevendo de maneira muito superficial: O autor, Jonathan Safran Foer, viajou para a Ucrânia com a intenção de encontrar a mulher que salvou seu avô (um judeu) dos nazistas. Ele só sabia da existência dela por uma fotografia. Jonathan não a encontrou, então resolveu inventar uma história. Assim, é um livro de ficção, mas tão cheio de realidade e verdade que chega a ser incômodo.
Esse foi o primeiro trecho pelo qual eu me apaixonei, na primeira vez que ouvi falar do livro:
- Sammy Davis, Junior, Junior vai pular para fora.
- Quem?
- A cadela. O nome dela é Sammy Davis, Junior, Junior.
- Isto é uma piada?
- Não, ela verdadeiramente partirá do carro.
- Estou falando do nome dele.
- O nome dela - retifiquei-o, pois sou de primeira categoria em pronomes. (...)
- Por favor, podemos abaixar a janela? - disse o herói. - Não aguento mais esse cheiro.
Ao ouvir isso, me rendi à humildade e disse: - É só Sammy Davis, Junior, Junior. Ela produz peidos terríveis aqui dentro, porque o carro não tem amortecedores nem longarinas mas vai pular para fora se abaixarmos a janela. E precisamos dela, que é cadela-guia do nosso motorista cego, que também é o meu avô. O que você não compreende?"
Postado por: Marcela
sábado, 24 de julho de 2010
Felômenal !
Quem nunca ouviu essa palavra soar da boca de Giovani Improta em Senhora do Destino ? Se não ouviu dele com cereteza alguém conhecido disse isso pra você . E isso tudo porquê ? Por que a palavra, mesmo que errada virou um bordão .
Aaah, os bordões ! Geralmente eles surgem na novelas, seriados , programas e até mesmo propagandas de TV , e pronto , já estão na boca do povo. Quem nunca se atreveu a soltar um , nem que fosse sem querer ? Eles grudam na nossa cabeça, não saem da memória e se tornam corriqueiros no dia-a-dia . E se um bordão ficar muito velho ? Não tem problema ! Arrajamos outros e outros .
São tão divertidos ! E além disso, quando surgem, parecem encaixar perfeitamente em toda frase que você que dizer . Impressionante !
Por isso, escolhi alguns que fizeram/fazem parte do meu vocabulário, e tenho certeza que você conhece :
“ARE BABA !” ( Caminho das índias)
“Não contavam com minha astúcia! – Ninguém tem paciência comigo” (Chaves)
“Não é a mamãe, não é a mamãe ! - Querida, cheguei!” (Família Dinossauro)
“Scooby-Doo, cadê você meu filho? - Scooby, Dooby Dooo” (preciso dizer de onde é ?)
“Olha a Faca” (Patrick – Zorra Total)
“Né Brinquedo, Não!” (Dona Jura - O Clone)
“Yabadabadooooo! – Wiiiiilmaaaaaa !” (Fred Flintstone)
“Pelos poderes de Grayskull! Eu tenho a fooorça !”
Amo esse ! *-*
Postado por : Jéssica
Amizade .
Não ia postar nada sobre o Dia da Amizade, mas eu estava lendo uns poemas antigos e achei esse , sobre amizade. Então pensei, porque não ?
Amizade, diga-me a verdade
Qual o seu verdadeiro nome?
Você se esconde por trás de tantas faces
Tem amizade antiga
Que se perdeu nos anos, nem dá pra contar
Tem amizade recém-chegada
Que ainda tem muita coisa pra experimentar
Tem amizade caloteira
Que só existe pra pagar tuas dívidas
Tem amizade ciumenta
Que a cada dia te deixa mais dividida
Tem amizade colorida
Que na minha terra tem outro nome
Tem amizade, que é mais que amiga
Dividem até o sobrenome
Mais não importa de que te chamam
Amizade, amor, fraternidade
O que importa mesmo é quando se baseia
No sentimento mais humano, o amor
Porque assim nunca morre.
Postado por: Jéssica ;)
terça-feira, 20 de julho de 2010
Nostalgia que olha para frente
É aquilo que te faz sentir uma onda de alegria quando uma palavra específica é pronunciada, mesmo que para as pessoas comuns ela não tenha nenhum humor. É o que te leva para outro lugar quando chove, e você sente os pingos de uma outra chuva molhando seus cabelos, no dia em que você mais correu na sua vida. É o que te faz ouvir aquela música velhinha, assistir de novo aquele filme conhecido, ver mais uma vez aquelas fotos. É o que te faz olhar no espelho e acreditar que está tudo bem, embora você não seja a pessoa mais bonita do mundo. Será que isso é mesmo o mais importante para alguém? É o que te faz sorrir, aparentemente sem motivo.
Eu disse memória?
Bem, embora a memória seja mesmo necessária para esse replay de emoções, com direito a câmera lenta nos melhores momentos, não é dela que eu falo quando tento explicar essa nostalgia que olha para frente. Ninguém vive de passado, e viver só de lembrar os bons momentos é a forma mais rápida de deixar o tempo escapar de você. Mas não existe nada mais desejável do que essa ponte viva e colorida, que nos faz recontar nossa história sem saudade demais, daquela que chega a ser angústia, mas com a saudade suficiente pra se formar uma consciência de que não existe um final feliz, afinal. Feliz é o caminho.
Amigos.
É o nome dessa ponte que resgata seu passado sem te deixar esquecer do presente. A maneira mais fácil de traçar aquela linha imaginária que nos situa num mundo desse tamanho, e qua dá os contornos na nossa vida, do nosso eu, sem criar limites para sua expansão. Amigos. Eu me lembro de tanta coisa, de dias absolutamente perfeitos. E eu queria vocês aqui agora, o tempo todo, desenhando um dia com a leveza de quem não tem a pretensão de tornar aquilo a maior das lembranças. Eu quero vocês sempre, vivendo desse jeito tão nosso, e de outros milhares de jeitos que serão sempre nossos, na mesma medida. Mesmo com tanta mudança. Aliás, é muito bom mudar com vocês.
E quando eu falo que amo, não estou sendo leviana e empregando esse termo de maneira superficial e não estou sendo dependente a ponto de pedir que vocês nunca mudem. E também não estou sendo emocionalmente míope de maneira que não veja seus erros e defeitos.
Estou sendo rasa o suficiente para que o meu sentimento só transborde, sem nenhuma capa ou proteção. Porque é verdade, é bom, e é o que me preenche, quando eu digo muito obrigada por tudo, e quando eu digo que eu amo vocês.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Eclética (o) .
Sim, eu sou .
Eclética com muito prazer.
Tem gente que vem com essa história de que eclético é gente sem personalidade e sem gosto. Aaah, pra cima de mim não ! Eclético tem gosto sim : ele gosta do que é bom ! E muitas vezes o que é bom não tem um estilo marcado E não que eu julgue aqueles que tem um estilo, ou seguem um padrão, pelo contrário, até acho muito divertido ter uma ser fã de um único jeito de ser, mas cá entre nós, desde o rapper de sangue até o metaleiro de raça tem um fundinho eclético dentro de si . E isso pode ser comprovado de um forma simples : toque uma música bem antiga do tipo ‘Balão Mágico’, ‘É o Tchan’, ou um pagode daqueles bem chicletes que não desgrudam da cabeça e pronto . Esse tipo de música todo mundo canta. Todo mundo mesmo. E quando a música é empolgante, viciante e contagiante então ?! Ixi, ninguém segura ! Todo mundo canta, ou melhor berra a música, com toda força .
Então, metaleiro, rapper ou qualquer outro estilo, não se preocupe se quando começar a tocar pagode e você souber cantar, ou se Xuxa não saiu até hoje da sua cabeça : isso é o jeitninho eclético de ser .
Postado por : Jéssica


